Como Enfrentar o Vazio Existencial e Encontrar Sentido

Reflexões sobre o Vazio Existencial e a Biologia das Crenças:

O Vazio Existencial: Quando o Sentido se Dissolve

O vazio existencial é uma sensação de desconexão, uma busca incessante por algo que parece inalcançável. Pode surgir após perdas significativas, mudanças abruptas ou crises existenciais. Imagine-se em um labirinto de perguntas sem respostas, em que o significado da vida parece escapar por entre os dedos.
A sensação de vazio existencial é uma dolorosa falta de propósito que gera um profundo sofrimento e desconexão. Essa vivência pode ser comparada a um deserto interno, em que a lógica se desfaz e a capacidade de estabelecer conexões com os outros enfraquece, revelando uma relação intrínseca com a biologia das crenças. Esse estado de impotência pode resultar em depressão ou comportamentos autodestrutivos, afetando não apenas o indivíduo, mas também suas relações e, finalmente, as estruturas sociais de maneira mais ampla.

Esse estado de desamparo e falta de sentido pode levar à depressão ou a comportamentos autodestrutivos. E isso afeta não somente o indivíduo, mas toda uma constelação relacional, que atinge pessoas próximas e alcança uma amplitude maior, chegando a abalar estruturas sociais mais amplas.

Causas do Vazio Existencial

  1. Perda de Valores e Crenças: A falta de valores e crenças contribui para o vazio existencial. Quando experiências abalam nossas convicções e princípios, podemos nos sentir desorientados e sem uma base sólida para nos apoiar. Vivemos uma época em que muitas estruturas sociais, que foram consolidadas secularmente por meio de crenças espirituais e valores sociais, estão sendo contestadas, o que revela um processo profundo de mudanças que, sem foco nem definição de rumos e trilhas a seguir, nos leva a um vazio existencial profundo. Evidentemente essa situação é parte de um processo social e espiritual transformador. Esse intenso e profundo movimento em espiral leva as pessoas a vivenciarem experiências de modos diferenciados em vários aspectos, desde a intensidade até a forma como as percebem e as representam nas suas expectativas de vida e comportamentos; em síntese: há um imenso abismo existencial à nossa frente.

Esse é o dilema/desafio da sociedade contemporânea globalizada e “internetizada”, submetida aos desafios impostos pela onipresença da informação e pela incapacidade humana de decodificar todos os símbolos e mensagens à sua frente, durante as 24 horas do dia. As consequências desse fenômeno são várias e geralmente levam a uma profunda frustração existencial.

A liberdade de pensar e supostamente de agir costuma assustar indivíduos treinados para seguir trilhas já definidas e repetir/reificar processos existenciais institucionalmente determinados e aceitos (?!!).

  • Frustração existencial: surge da lacuna entre expectativas e realidade, frequentemente exacerbada pela cobrança social e psicológica por metas não alcançadas, mesmo que estas não tenham sido explicitamente definidas. A falta de condições adequadas para lidar com essas crises agrava ainda mais esse estado de frustração.

Biologia das Crenças

Bruce H.  Lipton, renomado biólogo celular, descreve como nossos pensamentos afetam nossas células e saúde. Lipton, a partir da ciência da epigenética, mostra como nossas crenças e emoções podem ativar ou desativar genes, afetando nossa saúde. Explica ainda que a conexão mente-corpo é profunda. Nossos pensamentos moldam nossa biologia.

Encontrando Sentido no Vazio

Para Lipton, o vazio existencial e a biologia das crenças estão entrelaçados. Compreender essa relação pode nos ajudar a encontrar significado e propósito, mesmo em meio ao vazio. A busca por respostas continua, mas talvez a chave esteja em reconectar mente e matéria, transcendendo o vazio e encontrando sentido na própria existência.

O dilema humano sobre destino e liberdade parece cada vez mais se aprofundar. Por um lado, o indivíduo tem acesso a tecnologias avançadas e alternativas bastante diversificadas para definir seu futuro, aparentemente. Mas, ao analisarmos fria e racionalmente a situação atual (talvez seja a mesma de sempre, sem o estágio atual da tecnologia de informação e a IA, evidentemente), veremos que o ser humano caminha para um beco sem saída.

 Ele está submetido cada vez mais a um consumismo vazio e a um custo de vida elevado. É obrigado a viver em círculos repetitivos, rotinas estafantes e frustrações sem explicações aceitáveis. O vazio se aprofunda, mesmo maquiado por fármacos e mensagens subliminares da possibilidade de construir um mundo maravilhoso para todos. Se a utopia do Fórum Econômico Mundial se concretizar, as pessoas obedientes e manipuladas por meio de um CPF global apresentarão comportamentos sociais determinados pelas elites dominantes. Elas terão acesso a uma ração diária e a uma liberdade controlada para se deslocarem de um ponto a outro, não por vontade própria, mas por “direitos outorgados pelo Estado”.

Portanto, além da indescritível desigualdade social internacional e das insatisfações generalizadas contra as estruturas políticas de dominação entre as pessoas, sobretudo entre homens e mulheres. E também de todas as manifestações de “minorias” e outras formas de viver em sociedade, que promovem mais afastamento entre humanos do que aproximação, gerando mais individualização e vazio existencial, não se vislumbra um mundo pacificado. Ao contrário, tudo indica que haverá um aprofundamento intenso dos conflitos sociais e individuais nos próximos tempos.

Evidentemente isso é um processo transformador. E em todo processo de transformação há a esperança de um avanço para melhor nas condições; claro que depois de muito sofrimento. O caos promove a reconstrução, mediante um novo reordenamento social. A expectativa é que não vigore um modelo excludente nem tirânico como os atuais, mas que a utópica multipolaridade gere formas de convivência harmoniosa entre humanos independentemente do sexo. Essa é a utopia para a segunda metade desse incrível século XXI!

Publicado por Thor

observador, escritor, poeta aprendiz, professor, consultor

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