RESET NA VIDA
Os mitos da espada de Dâmocles, da Hidra e da Fênix.
O imaginário humano é povoado de metáforas e mitologias variadas. Faz parte da cultura humana, pois revela percepções profundas sobre a lógica da vida e das regras da natureza. A trajetória humana é permeada de acontecimentos fantásticos, que nem sempre são compreendidos. Mas é necessária uma reflexão sobre a realidade atual, sem desconsiderar, é claro, o sentido histórico o desenvolvimento e a superposição de conhecimentos capazes de embotar o discernimento. Mas sobressai de tudo isso, o conhecimento de regras e princípios existenciais.
Falemos da Espada de Dâmocles. Esse mito está muito presente na atualidade. Uma vez que há cada vez menos espaços para bilhões de pessoas participarem do processo produtivo e fazerem sucesso. Isso acontece porque as pessoas são seres replicados, cópias, na realidade. E o que fazem, na quase totalidade é substituído por máquinas e robôs. Essa é a essência da crise demográfica e humanitária, que se exponencia no século XXI.
Em síntese, a Espada de Dâmocles está sobre a cabeça do indivíduo pendurada por um fio de crina de cavalo, que procura satisfazer suas necessidades, enquanto a pressão do peso da espada vai, logo, romper o fio e a cabeça do indivíduo, certamente vai rolar…
Na real, esse mito demonstra a crueldade da luta pelo poder. Da inveja crescente, do ódio pelo outro, do desprezo pela vida humana. O ensinamento maior desse mito é: o poder e o sucesso têm efeitos colaterais e sempre haverá alguém querendo te derrubar.
Como superar essa trágica situação? A realidade atual é cada vez mais complexa e a internet, com suas redes sociais tornou o planeta uma só tribo com imensas e profundas contradições, interesses e necessidades. O velho conceito de sociedade em rede, tão propalado no final do século XX, agora está cada vez mais evidenciado que é incontrolável o acesso às informações em tempo real. Mesmo que muitos governos tentem editar as verdades dos acontecimentos com narrativas. Mas só conseguem, quando muito, despertar a desconfiança social e dividir opiniões. Mas a realidade ainda está presente. Não obstante a ação de novas ferramentas de IA e blue beam e outras que serão desenvolvidas a toque de caixa e complicarão mais ainda a capacidade de discernir a realidade.
Nesse mundo complexo, permeado pela imprevisibilidade, que substituiu a incerteza do final do século passado, o acesso à informação real, que se pode acessar, baseado nas tendências, interesses e construção de cenários consistentes é possível prever ações dos Cisnes Negros, que são eventos raros, mas capazes de mudar o rumo das coisas, sobretudo em mercados turbulentos e ambientes sociais tensos e desiguais, onde reinam tiranos e usurpadores de direitos sociais e humanos.
Sabe-se hoje que as pandemias são Cisnes Negros, pelo estrago social que causam e pelo enriquecimento exponencial de mega especuladores que se fartam da tragédia humana. Vários sistemas sociais e jurídicos entram em ação, mobilizando forças políticas para enfrentar os desafios gerados por Cisnes Negros. Sem considerar as grandes epidemias como a Gripe Espanhola, que ceifou milhões de vida. Há quem afirma que essa Gripe, que nada teve de espanhola, foi uma arma biológica produzida nos EUA.
Da mesma forma, a Covid 19 tem sido cada vez mais discutida sua origem e intenções. Nada definido ainda, mas a tendência predominante é considera la uma arma biológica, já que há, no imaginário, alguns dizem que é teoria da conspiração, mas a realidade é que desde o início do século XX, mega empresários já diziam que a superpopulação é um grande mail. E atualmente, teóricos do Forum econômico Mundial defendem abertamente que seres humanos inúteis não são merecedores de viverem. E devem ser substituídos por robôs, que executarão as tarefas necessárias para suprir desejos das elites.
Portanto, os Cisnes Negros parecem não serem tão aleatórios e imprevistos assim.
Quando olhamos para as duas grandes guerras da atualidade: Israel x Hamas e Rússia x Ucrânia, vimos que as motivações são cada dia mais escancaradas e, como em outras guerras do passado, muitas motivações foram induzidas por interesses econômicos, sobretudo.
Portanto, a espada de Dâmocles pende sempre sobre a cabeça dos mais fracos, mais vulneráveis, frágeis. Mas é possível que efeitos inesperados tenham instantaneamente capacidade de mudar estruturalmente fatos. Pode ser, é preciso acompanhar o desenrolar dos acontecimentos atuais.
Porque há uma conjunção de fatores econômicos, políticos, culturais, espirituais e alterações eletromagnéticas, crise solar etc que abalam toda a organização do sistema solar que habitamos. Pode ser que mudanças profundas aconteçam em tempo recorde. Pode ser…
Para enfrentar esses desafios e superar o impacto dos Cisnes Negros é preciso ser antifrágil.
A mitologia grega nos remete a Hidra,
uma criatura parecida com uma serpente . Ela tem várias cabeças, e o curioso é que, quando você corta uma delas, duas novas cabeças crescem no lugar. A Hidra parece gostar desse processo de regeneração. Ela é o símbolo da antifragilidade, ou seja, da capacidade de se fortalecer diante dos desafios.
a gente pode equilibrar as coisas: para cada sucesso, precisamos de uma boa dose de robustez (resiliência) e até um pouquinho de antifragilidade.
Finalmente, para entender a antifragilidade, podemos recorrer a outro mito grego, o renascimento da Fênix, sempre renasce das próprias cinzas. Muitas pessoas superam dificuldades imensas e renascem com novo ânimo.
Então, fica a dica: seja uma Fênix ou uma Hidra, mas não deixe a espada de Dâmocles cair na sua cabeça!